Os tempos e as eras ...

 

Oh, tempora, oh, mores (Ó tempos, ó costumes)

Catilinárias – Cícero, ano 63 a.C.

 

Estava lendo algumas coisas sobre a idade da Terra e de seus habitantes – coisa que mexe fundo com os criacionistas, ou seja, os que defendem que a Terra e tudo que nela há foi feita em seis dias (porque no sétimo Deus descansou).

À guisa de introdução, se os adeptos da teoria bíblica se lembrarem de que quando o mundo foi feito não existia calendário, e muito menos anos meses e dias como hoje os conhecemos poderão, talvez, chegar à realidade, visto que para Deus um dia é como mil anos e mil anos são como um dia (“Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite...” - Salmo 9, versículo 4). Assim, fazendo algumas multiplicações, poderão chegar ao número de anos correto.

Mas, voltemos ao que andei lendo.

Por exemplo: ano de 1999 - Astrônomos que trabalham em uma equipe especial da NASA anunciaram que o universo tem aproximadamente 12 bilhões de anos, baseados em medidas da constante de Hubble para estrelas muito distantes.

Com relação à idade dos primeiros habitantes da terra, sabe-se que os dinossauros extinguiram-se mais de 60 milhões de anos antes do surgimento dos primeiros hominídeos, e, portanto, não conviveram com eles. Porém, outros animais pré-históricos foram contemporâneos dos humanos, como os mamutes, as preguiças gigantes, os tigres-dentes-de-sabre e muitos outros. Os humanos caçaram e inclusive pintaram alguns destes animais nas cavernas.

Por outro lado, existem fósseis vivos ainda mais antigos, como o Limulus - um artrópode marinho relacionado aos escorpiõesor outro lado, existem fósseis vivos ainda mais antigos, como o Limulus - um artrópode marinho relacionado aos escorpiões, - que habita o Golfo do México, existente desde o Permiano (uns 250 milhões de anos atrás) ou como o Lingula, um braquiópode, semelhante a um molusco marinho, existente desde o Cambriano (mais de 500 milhões de anos atrás!). Algumas coníferas, entre estas, a Araucária, tão comum no Sul do Brasil, existem desde o Triássico (mais de 200 milhões de anos).

Para os que duvidam da medição, um lembrete: com os recursos que a ciência tem hoje é possível medir sem sombra de dúvida as grandes distâncias e as eras da Terra.

Chamo a atenção para a grandeza das coisas que Deus fez e que muitos insistem em dimensionar. Tudo medido em milhões de anos.

Confesso que cada vez que abro os jornais pela Internet e me deparo com fotografias de formações estelares (sejam “novas”, “buracos”, “nebulosas” ou outra coisa qualquer) cuja presença hoje é possível comprovar graças aos grandes telescópios, o sentimento que me invade é de emoção – não!, é de comoção. - Chego a chorar olhando para o computador.

Agora, a grande verdade: Deus, nosso Senhor e Criador está, sim, por trás de tudo. Além disso, reservou para nós um lugar de destaque em seu Reino.

Observe o que o Salmista afirma em relação a isso:

“Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus! Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo. Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste”.

Vamos nos apropriar da bênção o quanto antes.

 

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