
(Extração da vesícula)
Uma dor agudíssima na altura da última costela, lado direito. Assemelhava-se, às vezes, a uma dor de estômago.
Esse quadro levou-me ao pronto-socorro do Hospital Dr. Edmundo Vasconcelos.
Feita uma radiografia do local, foi constatado que o problema era na vesícula. Isso me levou a marcar consulta com o Dr. Cláudio Zamboti, especialista gastrenterologia.
– É – disse ele, – você está com problema na vesícula que, no seu caso, deve ser extirpada, já que, do jeito que está, não está mais atendendo as necessidades, ou seja, não está funcionando. A esta altura, seu organismo já está funcionando sem ela.
A remoção da vesícula biliar é uma das cirurgias mais praticadas, e a maioria já é realizada por via laparoscópica. O termo médico para este procedimento é colecistectomia videolaparoscópica.
Ao invés de incisões de 20 a 30 cm de extensão, como se procedia antigamente, a operação é realizada através de quatro pequenos orifícios de 0,5 cm no abdômen.
Eu fiquei um pouco preocupado – mais uma cirurgia! Mais um corte! (eu ainda não sabia que não haveria corte).
– Olha, – torna o médico – mas não se preocupe. É uma intervenção simples, em que na área da dor são feitos orifícios por onde penetram os instrumentos, que, digamos, “sugam” a vesícula. No dia seguinte você já estará liberado para voltar para casa e para suas atividades rotineiras. E, também, a remoção da vesícula biliar não está associada a nenhuma disfunção digestiva na maioria das pessoas. A dor pós-operatória é muito menor que a da cirurgia convencional.
– Muito bem, doutor. Pode marcar a data.
Em casa, como sempre, apreensão desnecessária, pois quem já passou por uma revascularização, nada mais tem a temer.
E assim foi.