
Quando temos com outras pessoas uma relação baseada no afeto e nos interesses comuns, nós nos sentimos mais felizes. As pessoas que participam de grupos desenvolvem relações pessoais positivas que fazem com que se sintam menos solitárias e mais seguras.
***
Doris é hoje uma senhora de oitenta e seis anos. Há vinte anos, depois que todos os filhos saíram de casa, ela se perguntou como preencheria seu tempo. Encontrou-se um dia com alguém que lhe falou de uma creche numa região pobre da cidade que precisava de ajuda. Doris chamou algumas amigas e com elas formou um grupo para produzir artigos cujo resultado da venda revertesse para a creche.
Faz vinte anos que se reúnem todas as semanas. Enquanto trabalham, trocam experiências, receitas, falam dos filhos e netos, apóiam-se mutuamente. Algumas já morreram, novas amigas as substituíram. Sentem-se como se fossem uma grande família, e Doris às vezes reclama de falta de tempo, tantas são suas atividades.
De vez em quando o grupo de amigas visita a creche e fica feliz em constatar que as crianças estão recebendo um bom tratamento graças ao seu alegre esforço.
Pertencer a um grupo faz com que as pessoas se sintam mais próximas umas das outras e aumenta a confiança e a satisfação pessoais em cerca de sete por cento.
Coghlan, 1989
(“Os 100 Segredos Das Pessoas Felizes”)