Josué, o estrategista

 

Josué foi o sucessor de Moisés à frente dos israelitas na marcha em direção à Terra Prometida. Tinha como tarefas estar à frente do povo, resolver as pendências, manter a calma interna e, principalmente, organizar os exércitos e as estratégias de combate.

A tomada de Jericó, já no rumo de Canaã, foi a sua primeira, mas não a única grande experiência no comando das tropas.

É evidente, na leitura bíblica, a mão de Jeová por traz de quase todas as decisões importantes, relativas à saúde, alimentação e outras necessidades dos viandantes. Entretanto as decisões sobre as batalhas eram de Josué.

Contra a cidade de Aí, por exemplo (Josué 8:1-29), ele escolheu trinta mil homens valorosos e enviou-os de noite. Estava preparada toda uma estratégia para que a cidade fosse totalmente tomada. A ação estava baseada numa simulação de fuga dos israelitas, obrigando a que os moradores de Aí lhes saíssem em perseguição e, assim, fossem afastados da cidade, deixando-a vulnerável ao ataque de Josué e seus comandados.

De outra feita (Josué 10:1-26) ele comandou uma guerra contra cinco reis – Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, Hoão, rei de Hebrom, Pirã, rei de Jarmute, Jafia, rei de Laquis, e Debir, rei de Eglom. Josué os enfrentou com a promessa divina de que eles seriam vencidos pelo exército de Israel. Só que começou a anoitecer e a guerra ainda não tinha terminado. Diante disso, Josué não teve dúvida: mandou o sol parar, até que a batalha pudesse ser concluída, com a prisão e morte dos inimigos. "E a lua se deteve em Gibeon e o sol sobre o vale do Rio Aijalon", pelo tempo necessário.

E assim, povo após povo, os inimigos foram sendo conquistados e exterminados por Josué e seu exército, que a ninguém perdoava. E, de maneira geral, os inimigos morriam enforcados ou ao fio das espadas israelitas. Era uma ordem divina e obedecia a uma lógica que talvez não compreendamos. Os inimigos eram aniquilados da mesma maneira que eles exterminavam os seus adversários. Além disso, a morte dos inimigos tinha a ver com a saúde física do povo de Deus, que poderia ficar sujeito a pragas e contaminações quando em contato com os povos gentílicos.

Não sei você, mas eu fico imaginando o estado em que Josué ficava depois de uma batalha como as que travou, ou mesmo à noite, ao dormir. Aliás, será que ele conseguia dormir?

Você já pensou nisso? Pois saiba que o mesmo Senhor que lhe dava forças à frente dos exércitos também era poderoso para enchê-lo de paz e tranqüilidade.

 

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