
A história do filho pródigo ilustra a promessa da nossa jornada de amor misericordioso nas relações do dia-a-dia. Para nos orientar nesse processo desafiador, achei particularmente útil o capítulo de abertura do livro sincero de Kathleen Fischer: Forgiving your family: a journey to healing [Perdoando sua família: uma jornada para a cura].
Um ponto decisivo é reconhecer nossa necessidade de perdoar. Talvez o pai magoado tenha percebido que necessitava perdoar tanto quanto o filho precisava ser perdoado. A jornada para o perdão começa quando compreendemos que o ressentimento arruína nossa vida. Quando não estamos mais dispostos a viver com o tumulto interior, clamamos a Deus por ajuda.
Outro ponto decisivo é quando decidimos "abandonar a raiva e o ressentimento que se instalaram" em nós. Em outras palavras, escolhemos abrir mão do ressentimento a que temos direito. Foi esse passo de fé que o irmão mais velho do filho pródigo não conseguiu compreender, muito menos dar. Mesmo quando não sentimos amor, podemos orar e pedir a graça para "perdoar os nossos devedores". Entramos na graça do perdão quando oferecemos ao ofensor uma dádiva de amor ágape a libertação do nosso julgamento daí em diante.
Um terceiro ponto decisivo na jornada do perdão total é encontrar uma nova lente pela qual olhar quem nos prejudicou. Apesar da ofensa do filho pródigo, o pai demonstrou disposição em abraçá-lo. Quando arriscamos viver a empatia, "freqüentemente percebemos", escreve Fischer, "que aqueles que nos magoam são seres humanos como nós, feridos, limitados e em luta".
Um último ponto decisivo é nos abrirmos à reconciliação uma cura dos relacionamentos, que acontece em dois sentidos. Começa, no entanto, pelo perdão, uma dádiva unidirecional, como aquela imerecida que Deus nos oferece, seja recíproca ou não.
Stephen D. Bryant - Editor Mundial do "No Cenáculo"
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