Jesus Cristo não usou o seu poder

 

As Escrituras Sagradas nos dão conta do imenso poder de Jesus Cristo. Aquele que era – e ainda é – Filho de Deus não conhece limites para o que pode executar.

Ele próprio, ao enviar os seus discípulos para pregar o evangelho aos povos, afirmou: "É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai  todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:18-19).

Em episódio anterior Ele já afirmava: "Tenho poder de dar a minha vida e tenho poder de retomá-la. Ninguém me pode retirá-la, mas eu a dou por mim mesmo, como tenho o poder de reassumi-la" (João 10:17-18).

Não foi diferente quando da realização de seus inúmeros milagres.

Mostrou também igual poder quando os judeus o procuraram para prendê-lo: "A quem vocês procuram?", perguntou. E eles: "Jesus". Respondeu ele: "Sou eu". "Ouvida esta voz, recuaram e caíram por terra" (João 18:4-6).

A grande pergunta, porém, é: por que Jesus, com tal poder, não impediu toda uma série de acontecimentos com – digamos – um gesto de seu braço, de sua mão? Não poderia ter evitado a sua prisão, o seu martírio e a sua morte?

Lembre-se de que Ele foi perseguido porque criticava os escribas e sacerdotes do seu tempo e era uma verdadeira ameaça para os poderosos, visto que declarara que ia assumir o poder: "Quanto a estas coisas que vocês vêem, dias virão em que se não deixará pedra sobre pedra que não seja derribada" (Lucas 21:6). Só que Ele falava em linguagem espiritual. Suas atitudes contra os poderes constituídos não foram "a causa" de sua morte, mas, tão-somente "o meio pelo qual" ela ocorreu. A verdadeira razão de seu martírio foi o plano de Deus Pai de entregá-lo pelos pecadores.

Ele sabia muito bem o que haveria de padecer pelo Evangelho (Mateus 16:21). E também: “Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e condená-lo-ão à morte” (Mateus 20:18).

Eis aí, portanto, a grande resposta: Jesus nada fez, nem um dedo levantou, para que se cumprisse tudo o que d’Ele fora dito pelos profetas. Aliás, Ele próprio afirmou: “Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do Reino de Deus, porque para isso fui enviado”.(Mateus 4:43)

A conclusão é que Jesus Cristo não tinha nenhuma intenção de alterar os desígnios do Pai a seu respeito. Haveria de ser perseguido, preso, martirizado e morto pela sanha de seus inimigos, para que se cumprissem as profecias (veja Salmo 22:18).

Ele simplesmente morreu para salvar a você e a mim. ("...Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância" (João 10:10b).

 

voltar

home