A guerra no deserto

 

  ( Erwin Von Rommel – a “raposa do deserto” )   

 

Logo após o início da Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Polônia por Hitler, Rommel, então no posto de Major-General do exercito alemão, recebeu o comando da 7ª. Divisão Panzer, destacada para atuar na invasão da França em 1940. Sob seu comando, a 7ª. Divisão Panzer, que ficou conhecida como "A Divisão Fantasma" devido à sua rapidez de deslocamento. Foi uma das primeiras a transpor a Linha Maginot, fazendo mais de 10.000 prisioneiros franceses.

Sua principal atuação, porém, foi no Norte de África. Vitorioso em sua participação na campanha da França, Rommel foi designado por Adolf Hitler em Janeiro de 1941 para o comando de uma nova força de combate, o "Afrika Korps", uma força militar destacada para auxiliar o exército italiano contra os aliados no norte da África.

Ficou conhecido como a "Raposa do Deserto", empreendendo uma campanha vitoriosa, que reconquistou território perdido pelos italianos, tendo chegado a atacar Tobruk em pouco tempo, muito antes do dia ordenado por Hitler, tal a velocidade com que avançava no deserto.

Bravamente atacou Tobruk, que foi defendida com bravura pelos ingleses e australianos, não conseguindo nessa ocasião tomar o local. Muitas batalhas foram travadas, grandes desencontros provocados pelas ordens de Berlim, mas Rommel acabou por conquistar aquela idade.

Chega à Líbia em 12 de Fevereiro de 1941, quando os britânicos já tinham conquistado Tobruk, Derna, Bengazi e El Agheila. Em abril, Rommel já havia retomado todo o leste da Líbia e no ano seguinte, após tomar a cidade líbia de Tobruk das mãos dos britânicos, avança para o Egito, onde é derrotado na Batalha de El Alamein.

Com sua brilhante intervenção naquele teatro de operações, não obstante as enormes dificuldades logísticas que enfrentou, foi capaz de desequilibrar o combate a favor das forças do Eixo, por pouco não conseguindo uma vitória decisiva sobre as forças britânicas.

Uma vez derrotadas as forças do Eixo na África, derrota esta que não se deu por sua incompetência, Rommel passa uma temporada na Itália exercendo funções de comando na organização de suas linhas de resistência contra as forças aliadas que haviam invadido a Itália.

Em novembro de 1943, Rommel é destacado para supervisionar as defesas das áreas costeiras ocupadas da Dinamarca, Países Baixos, Bélgica e França contra possíveis desembarques aliados.

Em Janeiro de 1944 é designado comandante do “Grupo de Exércitos B” estacionado na França ocupada, cobrindo a região que se estendia de Ostende ao rio Loire. Neste comando, Rommel passou ativamente a programar melhorias naquilo que os alemães chamavam de “Muralha do Atlântico”, que consistia numa rede de casamatas, áreas minadas e obstáculos posicionados na região litorânea de forma a impedir uma possível e esperada invasão do continente europeu por parte das forças aliadas. Em 6 de junho de 1944, dia do desembarque aliado, Rommel não estava na Normandia, mas sim em casa, a comemorar o aniversário da sua esposa.Quando soube, Rommel voltou imediatamente para a França, mas já era tarde: os aliados tinham estabelecido uma forte cabeça-de-ponte, além de manterem grande superioridade aérea.

Von Rommel é gravemente ferido em guerra e permanece hospitalizado por vários dias.

Sem nunca ter feito parte do partido nazista, Rommel se tornava cada vez mais crítico ao governo do Führer. Implicado no atentado contra Hitler por suas ligações com os oficiais conspiradores, Rommel, ainda em recuperação médica, recebe em sua casa a visita de dois oficiais generais em 14 de Outubro de 1944.

Foram trazidos a Rommel, ainda convalescente, com as determinações do Führer: ir a Berlim, passar por um julgamento e ser condenado à morte, ficando sua família em um campo de concentração ou, ali mesmo, ingerir veneno para suicidar-se, opção esta que garantiria a integridade de seus familiares. Rommel sem dúvida escolhe a segunda alternativa: despede-se da família, toma o veneno e observa os dois oficiais indo embora.

Quinze minutos depois estaria morto. Oficialmente a "causa mortis" foi relacionada com os ferimentos que recebera.

 

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