
(21/05/2010)
(Leia Mateus 20:1-16)
"Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?" (Mateus 20:13-14)
Minha vizinha achou confusa a parábola dos trabalhadores na vinha, pois ela retrata um Deus injusto, e isso não pode ser verdade.
Lembrei a ela que a história é uma parábola e não deve ser lida de forma literal. Além disso, a parábola não retrata a ação do proprietário, que representa Deus, como injusta.
A justiça não convencional do proprietário nos ensina como Deus nos trata. A graça não se ajusta às nossas idéias comuns de justiça. A economia divina nos surpreende e desafia.
Nós buscamos prosperar economicamente por meio de competição e mérito. Em geral, falamos de salários justos e assumimos que uma pessoa deveria receber apenas aquilo que trabalhou para ganhar. Em nossa economia, a graça não nos parece prática; é estranha.
No entanto, a parábola ensina que Deus prefere nos dar mais do que merecemos - pois essa é Sua natureza.
Essa idéia nos desafia tanto quanto desafiou os que ouviram Jesus proferi-la. Temos o desafio de apreciar a natureza incondicional da bondade de Deus por todos e cooperar na economia divina de dar mais do que as pessoas merecem. Fazemos isso quando nos aproximamos dos nossos relacionamentos com a graça concedida por meio de Cristo.
Nós que O seguimos temos a responsabilidade de partilhar com todos a abundante generosidade, a excessiva bondade de Deus.
Oração:
Amado Deus, ajuda-nos a demonstrar a Tua generosa graça em tudo que fazemos, particularmente nas situações difíceis. Em nome de Jesus. Amém.
Pensamento para o dia:
Se as pessoas julgassem a Deus pelas minhas ações, o que aprenderiam sobre a graça?
Oremos para amarmos incondicionalmente hoje.
Medite: Jeremias, capítulo 45
Brian K. Wilcox (Flórida, EUA)
(“No Cenáculo” - http://www.editoracedro.com.br/)