
Político e militar revolucionário italiano, Giuseppe Garibaldi nasceu em Nice, na época pertencente à Itália, em uma família de pescadores.
Começa trabalhando como marinheiro e serve na Marinha do rei do Piemonte. Ali, sofre influências de Giuseppe Mazzini, líder do "Risorgimento", movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas. Em 1834 lidera uma conspiração em Gênova, com o apoio de Mazzini.
Derrotado, é obrigado a exilar-se em Marselha, partindo de lá para o Rio de Janeiro, (1835) e em seguida para o Rio Grande do Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas na Revolta dos Farrapos e se torna mestre em guerrilha. Três anos depois, vai para Santa Catarina auxiliar os farroupilhas a conquistar Laguna.
Dirige as defesas de Montevidéu contra as incursões de Oribe, ex-presidente da República, então a serviço de Rosas, o ditador da Argentina. Regressa à Itália (1848) para lutar pela independência de seu país contra os austríacos. Derrotado, perseguido e preso, perde também a companheira Anita, morta em batalha. Refugia-se por cinco anos nos Estados Unidos e depois no Peru, até voltar à Europa. Numa nova guerra contra a Áustria assume o posto de major-general e dirige a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte. Comanda os célebres camisas vermelhas, e utilizando táticas de guerrilha aprendidas na América do Sul, conquista a Sicília e depois o reino de Nápoles, até então sob o domínio dos Bourbons. Conquista ainda a Umbria e Marcas tendo cedido essas terras ao rei Vítor Emanuel II. Lidera uma nova expedição contra as forças austríacas e depois dirige suas tropas contra os Estados Pontifícios, convencido de que Roma deveria ser a capital do recém-criado estado italiano.
Participa depois da expedição para a anexação de Veneza. Em sua última campanha luta ao lado dos franceses (1870-1871), na guerra franco-prussiana.
Por seus méritos militares foi eleito membro da Assembléia Nacional da França em Bordéus, mas voltou para a Itália elegeu-se deputado no Parlamento italiano em 1874 e recebe uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à nação. Morre em Capri em 2 de junho de 1882.
No Brasil, Garibaldi aproximou-se dos republicanos que haviam proclamado a República Riograndense, no Rio Grande do Sul e tornou-se uma figura importante na Guerra dos Farrapos, na qual os republicanos do sul combateram o Império do Brasil. Ao lado do general Davi Canabarro, tomou o porto de Laguna, em Santa Catarina, onde foi proclamada a República Catarinense (República Juliana).
Em Laguna, Garibaldi conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro, conhecida depois como Anita Garibaldi com quem se casaria e que se tornaria sua companheira de lutas na América do Sul e depois na Itália. Quando, após quase uma década de luta, ficou evidente que a República Riograndense estava condenada a desaparecer, o presidente Bento Gonçalves da Silva dispensou Garibaldi de suas funções, e ele então mudou-se para Montevidéu, no Uruguai, com Anita e seu filho Menotti, nascido em Mostardas, no litoral sul do estado do Rio Grande do Sul.
A vida de Garibaldi, dedicada à luta pela libertação de seu país do domínio estrangeiro, levou seu nome ao reconhecimento na Itália e no mundo.
(fonte: Internet)