Gentios - Quem São ? 

 

De acordo com a linguagem do Novo Testamento, ao termo ‘gentio’ se contrapõe ‘judeu’. Ou seja, tudo que não era judeu na época de Jesus e nos tempos apostólicos era considerado gentio. Parece que já naquele tempo havia algo de pejorativo nessa palavra, visto que a sua definição, segundo os dicionários, é: pagão, idólatra. Além disso, em virtude do rito da circuncisão entre os judeus, os demais povos eram chamados de ‘incircuncisos’, numa evidente atitude de menosprezo.

Prova de que o preconceito e a discriminação já eram bem palpáveis no tempo de Cristo.

‘Gentio’ – nome que designava todas as nações, afora a judaica (Is. 49:6; Romanos 2:14; 3:29). Os judeus eram o povo escolhido por Deus. Tinham religião sublime, cuja verdade contrastava com as falsidades das religiões dos gentios. Tinham leis que impediam a corrupção dos costumes e a alteração das práticas religiosas, em contacto com o paganismo, numa prova inconteste de que eles se achavam superiores. Tudo isto levou o povo judeu a desprezar injustamente os gentios.

A escolha do povo judeu tinha um fim, que era servir de luz para os gentios (Isaías 49.1-6). Os gentios também estavam incluídos na promessa (veja em Is 2.2-4; Amós 9.12; Zacarias 9:7).

Segundo comentário de John D. Davis (‘Dicionário da Bíblia’), a atitude dos hebreus faz lembrar a conduta dos brâmanes indianos que não queriam comer junto com os seus patrícios de classe inferior na sociedade, e ainda muito menos com aqueles que eram desclassificados, ou com os estrangeiros. O apóstolo S. Pedro, instruído pela visão que teve em Jope, rompeu com estas restrições, foi visitar Cornélio, que era gentio e comeu com ele, o que deu motivo a que os cristãos convertidos ao judaísmo se escandalizassem (Atos 10. 28; 11, a partir do versículo 1°).

Por sua vez, São Paulo, em pé nos degraus da Torre Antonia, após a grande visão que teve no caminho para Damasco, declarou à multidão que Deus o havia comissionado para pregar aos gentios. Os judeus, ao ouvirem essas palavras, gritaram: "Tiremos este homem do mundo porque não convém que ele viva" (Atos 22. 21, 22), ou, como hoje em dia poderia estar dizendo Sharon, ‘Eliminemos o inimigo, antes que represente uma verdadeira ameaça à nossa causa’. Aliás, neste capítulo 22, evidencia-se a sanha judaica contra tudo que não representasse a sua maneira de crer e de ver. Como resultado deste episódio, Paulo só não foi preso e morto, como queriam os judeus, porque ele era romano de nascimento, condição que prevaleceu. Mas, em compensação, como apelou para César, teve que viajar até Roma para se defender.

As igrejas primitivas compunham-se em grande parte de gentios. O primeiro concílio de Jerusalém resolveu impor a observância dos ritos judaicos (Atos 15:1-29), mas não por muito tempo, visto que os cristãos de então tomaram consciência de que não se vislumbrava nas Sagradas Escrituras nenhuma ligação entre judaísmo e salvação por meio de Cristo, e o que preponderou, graças a Deus, foi a salvação.

Mas, caro internauta, isto é apenas o começo.

O objetivo principal deste artigo é evidenciar a posição de Israel como ‘povo de Deus' - eles que desprezam os demais povos, submetem-nos e humilham-nos, diferentemente do que ensina o nosso Deus.

A partir do momento em que rejeitaram a sua posição no contexto dos evangelhos, colocaram um muro, uma barreira entre o Antigo e o Novo Testamento, rompendo, assim, com o cristianismo.

Sua religião é baseada em tradições: o que comer, o que não comer, como se comportar dentro e fora das paredes de seus templos, como tratar os que não têm o seu sangue. As regras são ‘sagradas’. As festas, também. A importância dada a essas regras se sobrepõe aos sentimentos do coração, embora não seja isso que ensinam as páginas do Antigo Testamento, em muitas e muitas passagens, onde se aprende o respeito, o amor a compaixão, o arrependimento e o perdão.

Para eles, a verdade está no Torah, revelação de Deus, que manda ater-se tanto a uma visão como a uma maneira de vida – o ‘meio’ pelo qual seguir a lei judaica, costume, e prática. O judaísmo pré-moderno, em todas as suas formas históricas, assim como o judaísmo tradicional, constitui um sistema cultural integrado cercando a totalidade da existência individual e comunitária. É um sistema de santificação no qual tudo é submetido às leis de Deus e aos modelos divinamente revelados na ordem cósmica e legal.

O cristianismo originou-se como uma entre várias ideologias judaicas competindo no primeiro século palestino, e o islã aproveitou parte dessas fontes no início. A maioria dos judeus, a partir do século sete, passou a viver no âmbito cultural ora do cristianismo ora do islamismo, sendo que ambas as religiões tiveram impacto na subseqüente história do judaísmo.

O judaísmo originou-se na terra de Israel (também conhecida como Palestina, antiga Canaã), no oriente médio. Subseqüentemente, as comunidades judaicas passaram a existir em vários lugares do mundo, como resultado de migrações voluntárias, exílio forçado ou expulsão, até a decisão da ONU, em 1948, que separou uma parte das terras da Palestina para formar o atual Estado de Israel.

 

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