
Vigiem e orem para não entrarem em tentação. O espírito, na verdade, está preparado, mas a carne é fraca.(Mateus 26:41)
Quando Jesus perguntou aos discípulos quem eles achavam que ele era, ouviu de Pedro a seguinte resposta: O Cristo, o Filho do Deus vivo.
Ao que Jesus respondeu: Bem-aventurado você é, Simão Barjonas, pois não foi nem a carne nem o sangue que lhe revelou, mas o Pai que está nos céus.
Por falar nisso, segundo a teoria tricotômica, a personalidade humana divide-se em três partes: o corpo, a alma e o espírito. O corpo (a carne) é constituído pela parte física do homem: as mãos, os pés, o coração, o cérebro, etc. A alma é o centro dos sentimentos e onde ocorrem as grandes decisões, problemas e dilemas do homem. Já o espírito – o único que sobrevive, é a parte que, no dizer de Salomão (Eclesiastes 12:7), voltará para Deus, por ser eterna. Daí podermos dizer que a alma é o elo de ligação entre o corpo e o espírito e que freqüentemente aquela não está em perfeita sintonia com este último.
Jesus dava ênfase às coisas do espírito, relegando a segundo plano a carne e o sangue.
Isso não quer dizer que Ele evitasse dos pecadores. Muito pelo contrário, Jesus amava a todos, sem distinção, pois não fazia acepção de pessoas, no meio das quais sempre esteve. Numa conversa que teve com os anciãos do povo e os sacerdotes no templo, sabidamente intransigentes quando se tratava de acusar ou discriminar alguém, mostrou-lhes (Mateus 21:28-31) que ter zelo é louvável, mas praticar os ensinamentos é ainda melhor.
- Que lhes parece? – perguntou-lhes – Um homem tinha dois filhos e disse ao primeiro: Meu filho, vá trabalhar hoje na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor, mas não foi. Foi, então, ao segundo, e fez o mesmo pedido. — Não estou com vontade – foi a resposta. Mas depois, arrependendo-se, foi. Qual dos dois vocês acham que fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Então Jesus concluiu: Em verdade lhes digo que os publicanos e as meretrizes entrarão adiante de vocês no reino de Deus.
A nossa conduta humana – a nossa carne – depende do relacionamento que temos com o nosso Deus. À medida que o homem se afasta de Deus, estará mais propenso a desobedecer-lhe, dando lugar a um comportamento condenável.
Paulo relaciona, em sua epístola aos Gálatas, 5:19-21, o resultado da predominância da carne: Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, os vícios, as orgias, e coisas semelhantes a estas...
É de nosso arbítrio escolher as nossas preferências, os nossos desejos e ter também as nossas mazelas, o nosso desregramento, a nossa conduta censurável. É bom, porém, que saibamos pautar o nosso comportamento por atitudes de equilíbrio, sobriedade e retidão, pois assim não estaremos dando oportunidade à manifestação da carne, como registra Pedro em sua primeira epístola universal, capítulo 2:11: Amados, eu os exorto, como a peregrinos e forasteiros, que se abstenham das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma.