Flávio Cavalcanti

 

(1923-1986)

 

Seu nome é Flávio Antônio Barbosa Nogueira Cavalcanti.

Começou, aos 22 anos, a trabalhar no Banco do Brasil. Mas ao mesmo tempo estreou como repórter no jornal carioca “A Manhã”. Posteriormente foi funcionário da Alfândega do Rio de Janeiro, onde ficou até 1964.

Seu pendor maior era pelo jornalismo e fez entrevistas memoráveis, inclusive com o político fluminense Tenório Cavalcanti, o “Homem da Capa Preta”.

Esteve ainda nos Estados Unidos e entrevistou o presidente Kennedy na casa Branca.

Entrou para a televisão, e tinha estilo tão marcante que registrou época, pois entre outras coisas criou o primeiro júri da televisão brasileira.

Começou também a compor e influenciou muito nas tendências musicais. Artistas, que se tornaram consagrados, começaram com Flávio Cavalcanti.

Seu estilo era contundente. Letras medíocres, músicas iam para o lixo. Literalmente. Ele quebrava discos e jogava fora.

Criou gestos marcantes, como a mão direita estendida para o alto, ao pedir o intervalo. O “tira e bota” dos óculos também foi marcante.

Seu primeiro programa foi “Discos Impossíveis”, na Rádio TUPI.

Em 1951 compôs “Mancha de Batom”, que foi gravada pelo conjunto: “Os Cariocas”. Em 1952, na Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro, seu programa fazia sucesso. Dolores Duran gravou sua música “Manias”. Essa música, além de outras, Flávio fez em parceria com o irmão Celso.

Em 1955, com Jacinto de Thormes, estreou o programa: “Nós os Gatos”.

Em 1957, na TV TUPI, estreou seu programa definitivo: “Um Instante Maestro”. Em 1965 lançou na TV Excelsior o Júri, que muito marcou.

Em 1966 reeditou o mesmo programa e lançou mais dois: “A Grande Chance” e “Sua Majestade é a Lei”. Em 1968 realizou o programa: “A Grande Chance” em Portugal. Em 1970 lançou: “Programa Flávio Cavalcanti” na TV TUPI do Rio. Seu programa foi suspenso pela censura militar. Em 1976 reeditou “Um Instante, Maestro”, na TVS do Rio. Em 1977 esteve na Rádio Mulher em São Paulo, com um programa diário. Em 1978 novamente fez o “Programa Flávio Cavalcanti” na TV TUPI carioca. Em 1982 foi para a TV Bandeirantes de São Paulo, fazendo o programa “Boa Noite, Brasil”. Em 1983, no SBT de São Paulo fez o “Programa Flávio Cavalcanti”.

Por seus programas passaram nomes consagrados, como: Oswaldo Sargentelli, Marisa Urban, Erlon Chaves, Márcia de Windsor, entre outros.

Inteligente, brilhante, inquieto, como bem mostra sua biografia, o carioca Flávio Cavalcanti teve uma vida familiar tranqüila. Casou se com dona Belinha e teve três filhos, sendo o filho que levava seu nome, um executivo de telecomunicações.

Flávio Cavalcanti faleceu de enfarte, aos 16 de maio de 1986, após apresentar o programa “Flávio Cavalcanti”, em São Paulo. Nome inesquecível na memória de todo o Brasil ele é.

 

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