Férias no Norte

 

Esta é a segunda parte de nossa história em Cabrália.

Morando ali, distante 1700 km de São Paulo, nossa residência anterior, ganhávamos essa distância quando queríamos ir para o Norte.

Ou seja, Salvador ficava a apenas 400 km, Maceió a 450. Dessa maneira, ficavam para nós mais fáceis as viagens e o turismo.

Ambos adorávamos viajar, comer onde desse – na beira da estrada ou em sofisticado restaurante da próxima cidade.

Assim vencíamos as distâncias para Salvador, Maceió, Natal, Fortaleza... – Sem pressa de voltar, calmamente, como convinha.

Salvador, capital da Bahia. Visitar pontos da costa, como Itapuã, Barra. Elevador Lacerda...

Numa das duas vezes em que ali estivemos topamos andando calmamente na rua com seus correligionários o então Governador ACM.

Subindo: Maceió, Capital de Alagoas. A estrada entre as duas cidades é boa e conta com centenas e centenas de coqueiros plantados.

O ponto alto de Maceió é a faixa de praia, que é linda e onde estão muitas dezenas de estabelecimentos, oferecendo os mais diversos petiscos, desde os mais corriqueiros, como coxinhas, croquetes e pastéis, aos mais sofisticados, como casquinha de siri, lula, polvo, lambreta, lagosta, etc.

Maceió é uma cidade turística por natureza, com muitas opções de entretenimento e lazer. Todo o ano reserva eventos sazonais que reúnem milhares de pessoas em todas as suas edições.

Pela sua privilegiada posição geográfica, localizada no litoral nordestino, na chamada esquina do continente ou esquina do atlântico, Natal foi favorecida pelo advento da Segunda Guerra Mundial. A cidade cresceu e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados, consumando-se o seu progresso com a construção das bases aérea e naval.

Subindo de carro em direção ao Norte, parávamos para comer ou dormir onde desejássemos. Geralmente escolhíamos um restaurante na beira da rodovia para almoçar. Para essa escolha, a Jô, minha mulher, tinha um faro excelente! Nunca nos demos mal. Vezes sem conta comemos tanto pratos clássicos, como frango, bifes, churrascos, como também comidas típicas dos lugares por onde íamos passando: moquecas, camarões, ostras, caranguejos, sempre feitos de maneira impecável e a preços incrivelmente baixos.

A segunda parada era para o pernoite – banho, jantar e descanso. Não gostávamos de ficar muitas horas em seguida na estrada. Assim, rodávamos 450 ou 500 km e parávamos.

Antes de ajustar o quarto ou apartamento, eu deixava a Jô no carro e percorria vários hotéis ou pousadas para sondar os preços e as acomodações. Algumas vezes até aproveitávamos alguma promoção, como pernoite com jantar incluído, ou duas diárias pelo preço de uma por ser baixa-temporada.

E tem mais: sempre fomos muito exigentes com a comodidade das instalações oferecidas.

É bem verdade que toda essa mordomia não condizia com a vida do povo da região, que mora mal, come mal, ganha pouco e trabalha sob sol escaldante.

Fizemos duas vezes praticamente o mesmo roteiro. Da primeira vez fomos um pouco mais longe. Pretendíamos atingir todos os Estados costeiros do Norte e planejávamos atingir São Luiz do Maranhão e voltar pelas BR 135 e 318, já longe do oceano, passando por Teresina (Piauí) Petrolina (Pernambuco) e finalmente Juazeiro e Feira de Santana, já na Bahia.

Desistimos, porém, dessa empreitada. Por várias razões. Uma delas: estávamos ficando cansados. Outra: estradas, especialmente no Piauí, sem conservação e muito esburacadas. E outra: medo, pois até os mapas daquela região advertem para os riscos de assaltos.

Voltamos pelo mesmo caminho, fazendo o percurso inverso.

 

voltar

home