
Já escrevi em outras ocasiões sobre o universo (veja “Os tempos e as eras...”). Sobre a sua grandiosidade, a sua pujança, a sua beleza inigualável.
É que estive passando alguns dias em Itanhaém, na colônia do Satélite – dos funcionários do Banco do Brasil e de quem mais quiser se associar.
Assim é que, sentado despreocupadamente em frente ao mar, comecei a observar algumas coisas: a areia, as ondas, os moluscos correndo rapidamente para fugir e logo fazendo um novo buraquinho.
Erguendo a vista e olhando à distância, via o movimento do mar mais profundo, com suas ondas já mais bravias.
Já havia observado este fenômeno que passarei a descrever e que foi motivo de muitas brigas, perseguições e mortes na Idade Média e na Antiga:
Se os sábios daquele tempo dessem ouvidos a Galileu e Copérnico e outros..., muito dissabor teria sido evitado. Era só sentar no chão na praia do mar, como eu fiz, e constatar a curvatura da Terra.
Da praia, em Itanhaém, é possível ver o mar aberto e o horizonte, e é nítida, onde o mar se encontra com o céu, aquela curva grande e amena - apesar de estar uns metros acima do nível do solo e mesmo com uma visão limitada do horizonte, já dá pra notar a curvatura da Terra com clareza. Não fica a menor dúvida de que a Terra é realmente redonda e não plana, ou quadrada...
Creio que, assim como esse fenômeno, muitos outros se apresentam diante de nós e podem ser observados até a olho nu, sem a necessidade de telescópios, conhecidos desde o tempo dos egípcios – se o sol é redondo e a lua é redonda, fácil deduzir que a Terra também o é.
O que acontecia é que naquele tempo a ciência era controlada e se submetia à Igreja Romana e à Inquisição. Isto é, o que deveria ser apenas ciência para a ter caráter religioso. Quando eles diziam que a Terra era quadrada, ou plana, só restava obedecer.
Quanto ao sol, é claro que demorou “um pouco” mais para que todos acreditassem que a Terra gira em torno do sol, e não o contrário.
Foi quando veio o grande sábio Galileu e afirmou diante das autoridades que era a Terra que girava em torno do sol.
Ai, meu Deus!, pra quê?
Mais mortes, prisões... até que um dia o pessoal da Igreja e da Inquisição chegaram para Galileu e intimaram:
- Ou você pára com essa idéia maluca do sol como centro do universo, ou você morre!
Galileu, é lógico, para não morrer, desdisse, revogou a sua afirmação.
Mas lá no fundo ele dizia: "Eppur si muove!" ("Ainda assim, ela se move"). Isto lhe valeu o degredo até à morte.
Outro fenômeno tem me chamado a atenção e sobre ele já me manifestei em outra ocasião:
É a respeito do tamanho do universo – algo tão grande, tão grande, que nem se mede em metros ou quilômetros, mas em anos-luz, sabendo-se que um ano-luz é o resultado da multiplicação entre si dos segundos, minutos, horas, dias e meses de um ano, e que a luz percorre no espaço trezentos mil quilômetros por segundo.
Da Terra ao Sol a distância é relativamente pequena: 149.597.871 de quilômetros que, em anos-luz, é igual a 0.00001 e a magnitude é de 4,75, sendo, portanto, o tempo da viagem da luz do Sol até a Terra de 8,3 minutos.
E há astros a vários bilhões de anos-luz da Terra. Na verdade, não “há”, mas “houve”, porque quando a luz de um astro distante chega até nós, aquela estrela já não existe mais, ou já se modificou totalmente.
Mas, para mim, há coisas ainda mais interessantes. Entre elas estão os abalos sísmicos – os terremotos.
Ora, a Terra está girando em torno do Sol há milhões de anos, ou seja, cada nova manhã ou noite vem sempre e pontualmente a cada novo dia. A Terra foi tomando forma aos poucos, as camadas telúricas foram se acomodando.
Se a coisa é medida em milhões de anos, por que ainda há tremores? Não deveriam já ter parado? As acomodações de rocha ainda não terminaram?
Por quê e por que causa as camadas continuam causando fenômenos estonteantes?
É fácil: o núcleo central da Terra – o magma – continua amedrontando a humanidade, quer seja pelas fumaças lançadas aqui, explosões ali, ou mesmo lavas incandescentes atiradas ao alto pelos vulcões.
Ou seja, as crostas do subsolo vão continuar causando medo e transtornos por muitos e muitos anos ainda...
Nós nem estaremos mais aqui...