
Adaptação cultural e a Segunda Guerra
Com o aumento do número de colônias agrícolas japonesas, que nesse período se expande principalmente em direção ao noroeste do Estado de São Paulo, começam a surgir também muitas escolas primárias destinadas a atender os filhos dos imigrantes.
Em 1918 formam-se as duas primeiras professoras oficiais saídas da comunidade, as irmãs Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro. Em 1923, a Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formaria o primeiro dentista de origem japonesa. Essa presença crescente de um povo exótico no País porém, não pára de gerar polêmicas. Tanto na esfera executiva como legislativa surgem opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses.
Em 1932, segundo informações do Consulado Geral do Japão em São Paulo na época, a comunidade nikkey era composta por 132.689 pessoas, com maior concentração na linha Noroeste. Desse total, 90% dedicavam-se à agricultura. Já havia também diversas publicações em japonês com periodicidade semanal, quinzenal e mensal. Em 1938, ano que antecede o do início da Segunda Guerra Mundial, o Governo Federal começa a limitar as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. Em dezembro, decreta o fechamento de todas as escolas estrangeiras, principalmente de japonês, alemão e italiano.
As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo RO-BER-TO (Roma-Berlim-Tóquio) começa a sentir os sintomas do conflito iminente. Em 1940, todas as publicações em japonês têm a sua circulação proibida. No ano seguinte, chegam as últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveriam um período de severas restrições, inclusive com o confisco de bens.
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