
Luís Alves de Lima e Silva
(Porto da Estrela, 25/08/1803 - Desengano, 07/5/1880)
Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias, () foi um dos mais importantes militares e estadistas da história do Brasil, responsável por importantes ações militares pacificadoras em movimentos revoltosos internos.
Nasceu na fazenda São Paulo, situada na vila de Porto da Estrela, hoje Parque Histórico Duque de Caxias, no município fluminense de Duque de Caxias. Era filho do marechal-de-campo Francisco de Lima e Silva e de Dona Mariana Cândida de Oliveira Belo.
Pouco se sabe da infância de Caxias. Sabe-se que estudou no convento São Joaquim, onde hoje se localiza o Colégio Dom Pedro II, e próximo do quartel do Campo de Santana que viu ser construído e que hoje é o Palácio Duque de Caxias, onde está instalado o Comando Militar do Leste, com sede no Rio de Janeiro.
Em 1818, aos quinze anos de idade, matriculou-se na Academia Real Militar, de onde saiu promovido a Tenente em 1821 para servir no primeiro batalhão de fuzileiros, unidade de elite do Exército do Rei.
O retorno da família real para Portugal teve como conseqüência a proclamação da Independência por D. Pedro I, que organiza, ele próprio, em outubro de 1822, no Campo de Santana, a Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador, integrado por oitocentos militares, tipos atléticos e oficiais de valor excepcional, escolhidos da tropa estendida à sua frente. Coube ao tenente Luís Alves de Lima e Silva receber, na Capela Imperial, a 10 de novembro de 1822, das mãos do Imperador Dom Pedro I, a bandeira do Império recém-criada.
No dia 3 de junho de 1823 o jovem militar tem seu batismo de fogo, quando o Batalhão do Imperador foi destacado para a Bahia, onde enfrentaria movimento contra a independência comandando pelo General Madeira de Melo. No retorno dessa campanha, recebeu o título que mais prezou durante a sua vida - o de Veterano da Independência.
Em 1825 iniciou-se a campanha da Cisplatina e o então capitão Luís Alves desloca-se para os pampas, junto com o Batalhão do Imperador. Sua bravura e competência como comandante e líder o fazem merecedor de várias condecorações e comandos sucessivos, retornando da campanha no posto de Major.
A 6 de janeiro de 1833, no Rio de Janeiro, o major Luís Alves casava-se com a senhorita Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana que contava, na época, dezesseis anos de idade.
Em 1837, já promovido a tenente-coronel, Caxias é escolhido para pacificar a província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada.
Em 2 de dezembro de 1839 é promovido a coronel e, por Carta Imperial, nomeado presidente da província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações, para que as providências civis e militares emanassem de uma única autoridade.
Em agosto de 1840, mercê de seus feitos em campo de batalha, Caxias foi nomeado defensor de suas altezas imperiais.
Em 18 de julho de 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de barão de Caxias. Em seguida Caxias é promovido a brigadeiro e, em logo depois, eleito unanimemente deputado à assembléia legislativa pela província do Maranhão e, já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte.
Em maio de 1842 iniciava-se um levante na província de São Paulo, suscitado pelo Partido Liberal. Dom Pedro II, com receio que esse movimento, alastrando-se, viesse fundir-se com a revolta farroupilha que se desenvolvia no sul do império, resolve chamar Caxias para pacificar a região. Assim, o brigadeiro Lima e Silva é nomeado comandante-chefe das forças em operações da província de São Paulo e, ainda, seu vice-presidente. Depois, nomeia Caxias comandante do exército pacificador naquela região, ainda no ano de 1842. Já no início do mês de setembro a revolta estava abafada e a província pacificada.
No dia 30 de julho de 1842 é promovido ao posto de marechal-de-campo graduado, quando não contava sequer quarenta anos de idade.
Nesta altura, foi para o Rio Grande do Sul, onde se desenrolava a Revolução Farroupilha.
Mesmo com carta branca para agir contra os revoltosos, marcou sua presença pela simplicidade, humanidade e altruísmo com que conduzia suas ações.
Terminada a Revolução, retornou ao Rio, sendo então proclamado não só Conselheiro da Paz, como "Pacificador do Brasil".
Em 1845 Caxias é efetivado no posto de marechal-de-campo e é elevado a conde. Em seguida, mesmo sem ter se apresentado como candidato, teve a satisfação de ter seu nome indicado pela província que pacificara há pouco, para senador do império. Em 1847 assume efetivamente a cadeira de senador pela província do Rio Grande do Sul.
A aproximação das chamas de uma nova guerra na fronteira sul do Império acabaram por exigir a presença de Caxias, novamente, no Rio Grande do Sul e em junho de 1851 foi nomeado presidente da província e comandante-chefe do Exército do Sul, ainda não organizado. Essa era a sua principal missão: preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos.
Assim, em 5 de setembro de 1851 Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas de presidente uruguaio deposto Manuel Oribe, que aliara-se ao ditador Rosas para recuperar o poder.
Em 1852, é promovido ao posto de tenente-general e recebe o título Marquês de Caxias.
Em 1855 é investido do cargo de ministro da guerra. Em 1857, por moléstia do Marquês de Paraná, assume a presidência do Conselho de Ministros do Império, cargo que voltaria a ocupar, em 1861, cumulativamente com o de ministro da guerra.
Em 1862 foi graduado marechal-de-exército, assumindo novamente a função de senador no ano de 1863.
Em 1865 inicia-se a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano López.
Em 1866, Caxias é nomeado comandante-chefe das forças do império em operações contra o Paraguai, e utiliza, pela primeira vez no continente americano, um balão em operações militares, destinado à vigilância e obter informações sobre a área de operações.
Caxias só deu por finda sua jornada ao ser tomada a cidade de Assunção, capital do Paraguai, a 1 de janeiro de 1869.
No mesmo ano tem seu título nobiliárquico elevado a duque
No dia 7 de maio de 1880, às 20 horas e 30 minutos, faleceu o Duque de Caxias.
O dia de seu aniversario natalício, 25 de agosto de 1923, passou a ser considerado como o “Dia do Soldado” do exército brasileiro.
Por decreto do governo federal de 13 de março de 1962, Caxias foi imortalizado como o “Patrono do Exército Brasileiro”.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Alves_de_Lima_e_Silva