
Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem (Mateus 2.18) .
Em meio à alegria do Natal de 2004, um tsunami fatal matou milhares de pessoas na região do Oceano Índico. A alegria se transformou em tristeza; o mundo chorou. "Deus chora", escreveu minha colega, Beth Richardson, parafraseando o lamento de Mateus citado acima.
O pranto, no entanto, não tem a última palavra. Em meio à história humana, a narrativa do Natal nos lembra que Deus estava e está silenciosamente em ação para nos salvar. Sob o manto da tristeza e do pecado, Jesus, o Cristo, nasceu para restaurar nossa esperança e reiniciar a vida humana, naquela época e hoje. Quando as circunstâncias falam em morte e desespero, o Espírito de Deus irrompe no mundo com dádivas de vida nova e esperança para a humanidade, por meio dos corações das pessoas abertas para recebê-las.
Sim, mesmo o contexto original do triste lamento de Mateus pelos filhos não é de pranto, mas de esperança e restauração após o exílio e a destruição:
Assim diz o Senhor: Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles, porque já não existem. Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro e as lágrimas de teus olhos; porque há recompensa para as tuas obras, diz o Senhor, pois os teus filhos voltarão da terra do inimigo (Jeremias 31.15-16).
Choremos com os que choram e demonstremos nosso cuidado em atos de misericórdia. Também busquemos e celebremos os sinais da presença de Deus, o Deus de vida nova e esperança que habita em nosso meio para nos confortar e guiar pelo "vale da sombra da morte" (Salmo 23.4).
Stephen D. Bryant
Editor Mundial do No Cenáculo
Quem é Jesus?
Houve um tempo em que se questionava muito a Deus e às religiões. Dizia-se até que Deus estava morto e a Igreja era o túmulo de Deus. Mas, agora, a religiosidade está em moda.
Hoje, Deus está Vivo. É verdade que de maneira diferente, segundo a religião e os seus seguidores. Deus tem tomado vários nomes e possui várias características.
Mas, para realmente conhecer e compreender a Deus, Ele nos enviou Seu Filho, Jesus. Ele é a imagem visível de Deus. Em Cristo, Deus revela o Seu amor e a Sua graça, dando a Sua vida por nós.
Celebramos a Jesus nesse tempo de Advento e Natal. É momento de alegria, esperança, salvação e vida! Mas uma pergunta fica conosco: Que Jesus celebramos?
Muitos falam de Jesus e O aceitam. Mas, como Cristo fez a pergunta a Seus discípulos, fazemos a nós mesmos: O que o povo diz a meu respeito?
Uns afirmam que Ele é um Iluminado, dentre tantos outros. Profeta, falam muitos: um dentre tantos outros. Um espírito elevado, afirma categoricamente uma parcela da população. O maior líder ético e moral da humanidade, legislador e orientador dos relacionamentos, destacam os demais.
Poderíamos citar diversas outras formas de Jesus ser interpretado. Ele foi e é o maior da história da humanidade. Outros morreram e foram esquecidos, sendo lembrados apenas em estudos. Ele não. Permanece continuamente no pensamento e no coração do povo.
Na verdade, Ele é tudo isso e muito mais. Tudo o que já foi citado e ainda o que deixou de sê-lo não contemplam a verdade a Seu respeito. Pedro, ao responder à indagação de Jesus a respeito do que dizia o povo, disse: "Tu és o Cristo, o Messias, o Filho do Deus Vivo" (Mateus 16:16).
João afirma que "ninguém viu a Deus [...]. Ele habitou entre nós, cheio de graça e verdade e vimos a Sua glória, como a do Unigênito do Pai [...]. A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo [...]. Achamos o Messias, disse André a seu irmão Pedro (João 1.14,17-18,41).
Enquanto não for o Cristo, o Filho do Deus Vivo, o Messias, que é o Ungido do Senhor, Jesus será meramente um nome: uma pessoa muito respeitada, falada, acreditada, até mediadora, mas não será o Deus conosco, o Salvador e Senhor; Aquele que é a Ressurreição e a Vida, que morreu e viveu para nos perdoar os pecados, nos conceder uma nova vida e nos doar a vida eterna; Aquele que inaugurou o Reino de Deus entre nós e em nós e que nos leva a esperar a concretização deste Reino na Sua volta escatológica.
O que você celebra neste Natal? Quem é Jesus para você?
Que Cristo abençoe e guie o seu viver!
Novembro de 2005
Nelson Luiz Campos Leite
(Editor do No Cenáculo para a Língua Portuguesa)
http://www.editoracedro.com.br/cenaculo.htm