
(30/09/1921 – 16/10/2007)
Principais trabalhos:
Narciso Negro
As Minas do Rei Salomão
Quo Vadis
A um Passo da Eternidade
O Rei e Eu
Vidas Separadas
Prêmios:
Globo de Ouro
Melhor Atriz em Musical:
O Rei e Eu (1957)
Deborah Jane Kerr-Trimmer foi uma atriz britânica nascida na Escócia. Recebeu um “Oscar” honorário por sua carreira, que sempre representou perfeição, disciplina e elegância. Foi homenageada pela Rainha do Reino Unido com a Ordem do Império Britânico.
Nasceu com o nome de Deborah Jane Kerr-Trimmer na localidade de Helensburgh, no Firth of Clyde, Escócia. Originalmente treinada como dançarina de balé, teve sua primeira apresentação no palco em 1938, no Sadler's Wells. Depois de mudar de carreira, fez sucesso como atriz.
Sua estréia no filme britânico Contraband em 1940 terminou no chão da sala de edição. Mas a isso seguiu-se uma série de outros filmes, incluindo um papel triplo no filme The Life and Death of Colonel Blimp, de Michael Powell e Emeric Pressburger. Mas foi seu papel como uma freira com problemas em Narciso Negro, dos mesmos diretores, em 1947, que chamou a atenção dos produtores de Hollywood.
Suas maneiras e sotaque britânicos conduziram a uma sucessão de papéis em que representava honoráveis, dignas, refinadas e reservadas senhoras inglesas. Contudo, Kerr freqüentemente aproveitava uma oportunidade para descartar seu exterior tão reservado. No filme de aventuras “As Minas do Rei Salomão”, de 1950, filmado em locações na África com Stewart Granger e Richard Carlson, ela impressionou as audiências com tanta sexualidade e vulnerabilidade emocional que trouxe novas dimensões para um filme de ação orientado para o público masculino.
Como Karen em “A um Passo da Eternidade” (From Here to Eternity), de 1953, ela recebeu a indicação para o Oscar de Melhor Atriz. O American Film Institute reconheceu o caráter icônico da cena do beijo entre ela e Burt Lancaster numa praia do Havaí, no meio das ondas. A organização colocou o filme na lista do "Cem mais românticos filmes" de todos os tempos.
Kerr recebeu o Globo de Ouro de melhor atriz de comédia/musical de 1957 com o filme “O Rei e Eu”, com Yul Brynner.
Morreu em Suffolk, na Inglaterra, por problemas decorrentes do Mal de Parkinson, deixando viúvo Peter Viertel, seu marido durante mais de 47 anos.
King Solomons' Mines (1950)
Quo Vadis (1951) (1951)
The Prisoner of Zenda (1952)
Young Bess (1953)
Thunder in the East (1953)
Julius Caesar (1953)
Dream Wife (1953)
From Here to Eternity (1953)
The Proud and the Profane (1956)
The King and I (1956)
Bonjour Tristesse (1958)
Count Your Blessings (1959) (1959)
The Naked Edge (1961)
The Night of the Iguana (1964)
The Eye of the Devil (1967)
Casino Royale (1967)
Witness for the Procution (1982) (TV)
A Woman of Substance (1983) (TV)
Reunion of Fairborough (1985) (TV)
- A família estava com ela no momento da morte. Ela sofria de mal de Parkinson há algum tempo e tinha acabado de completar 86 anos, então era uma senhora de idade - disse Anne Hutton.
"A um passo da eternidade" foi o filme mais popular da atriz. Com o longa, ela protagonizou uma das cenas antológicas do cinema mundial: o beijo na praia (assista ao trecho aqui ) que inspirou encontros amorosos em vários outros filmes, clipe de Madonna e até novelas brasileiras. Seu romance com o sargento Milton Warden (Lancaster) e a traição ao marido, capitão Dana Holmes (vivido por Philip Ober), também entrou para a história.
Além de Lancaster, Kerr esteve nos braços de outros galãs como Cary Grant (no sucesso "Tarde demais para esquecer"), Robert Mitchum, Spencer Tracy e David Niven. Sua elegância e olhar enigmático a levaram a interpretar papéis de uma dama fria e séria. Trabalhou com os melhores diretores de sua época, entre eles Fred Zinnemann, John Houston, Joseph L. Mankiewicz e Vincent Minelli.