Concentre-se no que é importante

 

David Niven, Ph.D

 

Não há nenhum sentido em disputar um jogo que você não está interessado em vencer. Faça com que sua vida e suas expectativas sejam reflexos profundamente pessoais daquilo que é realmente importante para você.

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Desde que se entendeu por gente, Louise foi apresentada a um modelo: sua prima Gilda, uma criança exuberante, extrovertida, extremamente sedutora. Louise era de temperamento tranqüilo, gostava de ler horas a fio, relacionava-se com poucas pessoas, mas em profundidade. Foram precisos muitos anos para que ela se desse conta da armadilha que o modelo da prima lhe armara, e partisse para investir em seu próprio desejo. Só assim se realizou. Mas antes disso empenhou-se inutilmente em copiar o jeito sedutor, em tentar fazer Direito - Gilda tornara-se uma brilhante advogada - e multiplicar os namorados. Uma frustração após a outra, um incrível desperdício de energia. Acabou como pesquisadora, feliz em seu laboratório, feliz com seu pequeno mas consistente grupo de amigos, feliz em seu casamento que durou por toda a vida.

O que é que você realmente deseja? Qual é a meta pela qual vale a pena lutar e que está de acordo com seu modo de ser? Não invista num objetivo por mera competição, pela expectativa que os outros têm em relação a você, ou por um modelo que lhe impuseram. Deixe o vizinho, o amigo, o parente com sua casa, seu carro, seu estilo de vida, e procure persistentemente descobrir o que você quer. Tenha consciência de que as imposições externas são contínuas e cruéis, e cuide de si com o maior carinho. Faça o mesmo com seus filhos: descubra como é cada um, e ajude-os a crescer desenvolvendo suas características únicas em vez de apresentar-lhes um modelo estereotipado. Não valorize as pessoas pelo que têm, mas pelo que são, e você aprenderá a respeitar-se no que possui de fundamental, o que lhe dará muita paz.

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Os objetivos são essenciais para que as pessoas se orientem no mundo e para que alcancem a satisfação na vida. Buscar objetivos de acordo com as próprias características aumenta em quarenta e três por cento as chances de que os objetivos atingidos contribuam de modo positivo para a satisfação da vida.

 

Emmons e Kaiser, 1996

 

(“Os 100 Segredos das Pessoas Felizes”)

 

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