
A Bíblia, no Livro dos Salmos, fala de quão curta é a nossa passagem pelo mundo. Veja:
“A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90:10).
E também:
“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece” (Tiago 4:14).
Ou seja, nos poucos anos (pouquíssimos, se comparados com a eternidade) de estada na terra deveremos marcar a nossa presença, fazer tudo aquilo que nós nos propusemos realizar e, de maneira melhor ou pior, maior ou menor, contribuir de alguma forma para a melhoria das condições de vida da humanidade, seja do ponto de vista sociológico, político, educacional, de saúde, etc.
Aliás, no dizer popular (eu, pelo menos, não sei quem é o autor), fazer tudo para ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore.
E, depois de feito tudo, descansar como qualquer mortal.
Isso ocorreu com Moisés, Josué, Nero, Augusto, Átila, e os outros grandes guerreiros.
Isso também ocorreu com os grandes inventores e benfeitores da humanidade, que de alguma forma contribuíram com aparelhos e artefatos, remédios e vacinas, sem os quais hoje o mundo seria outro – bem pior. Sem contar o que ficou pior com algumas invenções como a bomba atômica, o avião de guerra, a guerra bacteriológica, e outras.
Fica-nos a lembrança desses grandes vultos - Voltaire, Sabin, Franklin, Ford, Bell e dezenas e centenas de outros – já consumidos pela terra.
Mas os vultos em si, as personalidades, permanecem vivíssimas através dos anos, por aquilo que realizaram. E são alvos de esculturas, monumentos, museus, bibliotecas, biografias e de quantas outras maneiras existem para que hoje nos manifestemos sobre eles e os reverenciemos.
E eu? E você? O que haveremos de deixar? Por quais fatos seremos lembrados?
Como bons pais, ou bons filhos... Como avós exemplares que são adorados pelos netinhos...
Ou será que fizemos algo mais digno de nota e de lembrança... Talvez tenhamos escrito um livro, ou construído algo importante, ou participado dos destinos da nossa cidade ou País...
Pois é: aqueles pouquíssimos anos, contados de maneira infinitesimal, que o ser humano passa aqui, sem dúvida ficarão gravados e serão lembrados pelo que fez ou deixou de fazer.
Imagine uma estrada com milhões e milhões de quilômetros e, em algum lugar dela, um pontinho preto, quase invisível.
Esse pontinho preto é Franklin, Hitler, Charles De Gaulle, Sabin, Ford, e cada um dos “grandes” vultos que contribuíram de alguma forma para o bem da humanidade.
O certo é que de alguma forma todos serão lembrados – inclusive meu pai, meu avô, algum colega...