
Tudo começou com Júlio César, o grande general romano (100 a.C. - 44 a.C.). Considerado um dos maiores chefes militares da História, foi ele o responsável pelo estabelecimento das bases para a formação do Império Romano. Ganhou fama, fortuna e poder ao conquistar a Gália e a Bretanha.
Em 60 a.C., juntamente com o general Pompeu e o banqueiro Crasso, participou do Primeiro Triunvirato formado para o governo de Roma. Com a morte de Crasso, fatalmente disputou o poder sobre Roma com Pompeu, que era apoiado pelo Senado. Ocorreu, porém, um fato inesperado: foi destituído do cargo de governador da Gália, e recebeu ordens para depor armas...
Mas ele não se deu por vencido. Resolveu avançar sobre Roma. Conquistou a cidade de Roma e toda a Península Itálica e marchou sobre o Egito, conquistando-o. Em 47 a.C., chegou à Ásia e ali venceu Farnaces, rei do Ponto. Passou a governar como ditador na África e na Espanha, derrotando os partidários de Pompeu, com quem anteriormente formara o governo de coalizão – o triunvirato.
Em 46 a.C voltou a Roma, reorganizando e centralizando a política.
Com seu pulso forte e seu poder sobre as tropas, impôs-se sobre o Senado Romano, enfraquecendo o seu poder, e tornou-se cônsul vitalício e ditador perpétuo.
Só que incomodado com a perda de poder e privilégios, um grupo de senadores arquitetou a sua morte, e seu filho adotivo, Brutus, aderiu à conspiração. Ao ser atacado, na escadaria do Senado, César defendeu-se até ver Brutus. Ao perceber a traição do filho, deixou de lutar. Morreu com 23 facadas, ocasião em que exclamou: “Até tu, Brutus?”.
Aí entra a influência de Cleópatra, que manteve romances tanto com Júlio César, como com Marco Antonio.
Por causa desses romances, passa a ter forte influência nos destinos de Roma...
Cleópatra VII, Thea Philopator (em grego, a deusa que ama o pai) tem ascendência macedônica. É a única da família a aprender a língua egípcia. Perde o pai, Ptolomeu XII, em 51 a.C., e reina junto com o irmão de 15 anos, Ptolomeu XIII. Em 58 a.C. os dois são derrubados e só retornam ao poder três anos depois, com a ajuda dos romanos.
Quando Júlio César chegou ao Egito, em 48 a.C., a rainha o seduziu. Júlio César a levou para Roma, onde permanece até o assassinato dele, em 44 a.C.
Mas não terminam aí os seus feitos amorosos: três anos depois, no Egito, conheceu Marco Antônio, com quem se casou em 37 a.C., e teve três filhos.
A união feria as leis romanas, pois Marco Antônio já era casado com a irmã de Otávio Augusto.
O Senado romano declarou guerra ao casal em 31 a.C., derrotando-o na batalha naval de Actium. Cleópatra induz o marido ao suicídio, mandando dizer que está morta, e também se mata em Alexandria, fazendo-se picar por uma serpente...