
Ou Caio Júlio César Otaviano ou ainda Otávio Augusto - (63 a.C. – 14 a.C)
Primeiro imperador romano, filho de Caio Otávio e Átia e sobrinho-neto de Júlio César, que o adotou e o fez seu herdeiro.
Caius Octavius que se tornou, por adoção, Caio Júlio César Otaviano e posteriormente, César Augusto, o Augusto, foi o idealizador da pax romana e do império, um extraordinário político e administrador.
Sem revogar as leis e instituições republicanas, concentrou todo o poder em suas mãos, inaugurando uma época de esplendor e prosperidade no mundo antigo. Quando soube do assassinato de César, quando estudava na Ilíria, do outro lado do mar Adriático, organizou então um exército e assumiu o controle de Roma, ao lado de dois poderosos amigos de César, Marco Antônio e Lépido. Os três se aliaram contra os assassinos de César e, em seguida, passam a lutar entre si. Depois de várias manobras políticas e militares tornou-se senhor único do Império Romano (30 a.C.).
O nome Augusto foi-lhe então outorgado pelo Senado (27 a.C.) e depois lhe conferiu o título de Pai da Pátria (2 a.C.), confiando-lhe o poder absoluto por 44 anos, embora jamais tenha governado de forma despótica. Habilmente propiciava ao Senado o máximo esplendor, embora seu governo tenha a marca perfeita do absolutismo.
Declarou guerra à união de Antônio e Cleópatra e após a vitória definitiva (30 a.C.), na batalha naval de Áccio, transformou o Egito em província romana. Pacificou as Gálias, reformou os costumes, ampliou os territórios do império até o Elba e o Danúbio e proclamou a paz universal (Pax Augusta).
Governante moderado e enérgico deu a Roma um traçado urbanístico, dividindo a cidade em bairros e ruas. Demarcou a Itália em regiões e o resto do império em distritos e províncias, exceto o Egito que, para ele, era de domínio pessoal. Fez uma ampla reforma monetária, criou impostos públicos e um serviço postal estatal. Fortaleceu o exército e a esquadra garantindo solidez as fronteiras, conseguindo afinal um longo período de paz. Entregou as obras de infra-estrutura pública como estradas, aquedutos, galerias, etc., ao leal e competente ministro Agripa, que seria seu sucessor caso não tivesse também falecido logo após sua morte. Favoreceu as artes e as letras e, após sua morte, foi divinizado. Deixou uma autobiografia gravada em duas colunas de bronze, no Campo de Marte, em Roma, Res gestae divi Augusti (Manumentum Ancyranum) conservadas até hoje. Foi sucedido por Tibério, um seu filho adotivo e general nomeado, confirmando assim, o estabelecimento de um regime monárquico.
O tempo de Augusto constituiu o apogeu de Roma, isto é, o ponto mais alto da sua grandeza. Até nas artes e nas letras nunca houve tantos nomes notáveis. Basta citar dois poetas que vocês hão de ler um dia - Horácio e Virgílio. Horácio compôs as famosas “odes”, que ficaram sendo os modelos do gênero; e Virgílio escreveu um poema épico chamado Eneida, onde ele conta a história do troiano Enéias, remotíssimo antepassado de Rômulo e Remo, os fundadores de Roma. São eles os dois maiores poetas romanos.
Quando Augusto morreu foram-lhe erguidos templos onde era adorado como deus pelo muito que havia feito pela pátria. Seu nome entrou no calendário para designar o mês que ainda hoje nós chamamos “agosto” que os ingleses chamam “August”; os franceses “Aoüt”; os espanhóis e os italianos “Agosto”, e os alemães “August” - tudo formas do nome de Augusto.
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/CaioOtav.html