
(13/04/1519, Florença – 05/01/1589 - França)
(Rainha consorte francesa de origem italiana)
Filha de Lourenço II de Médicis. Deixou Catarina e um filho bastardo, que morreria assassinado em 1537.
Órfã com alguns meses de idade, tinha treze anos quando Francisco I da França, ansioso por contrariar projetos de Carlos V e estabelecer uma relação com seu tio, o Papa, casou-a com seu quarto filho, Henrique. A pequena florentina esforçava-se para agradar seu sogro, um amante da arte italiana, e a amante dele, a Duquesa de Etampes. A morte do Papa aborreceu o rei francês, e ela ficou relegada em sua corte, primeiro por ter trazido um pequeno dote (de 100 mil escudos) e poucos apanágios, depois porque não conseguia engravidar.
A 28 de Outubro de 1533 casou em Marselha, na presença do papa, com Henrique, futuro Duque de Orleans, o segundo filho do rei Francisco I da França e da Rainha Claudia, num casamento organizado por seu tio-avô, o Papa Clemente VII. Como Henrique era o segundo filho do rei, e provavelmente não viria a reinar, Francisco I não se importou de casá-lo com uma plebéia e estabelecer assim uma interessante aliança com o Papa. Com a morte do seu irmão mais velho, Henrique tornou-se Delfim da França e mais tarde rei. Ele mantinha desde os quatorze anos uma amante dezenove anos mais velha que ele, Diana de Poitiers, uma mulher culta e muito dominadora. Durante os primeiros dez anos de casamento, Catarina não conseguia engravidar. Diane, preocupada com a infertilidade desta, e na possibilidade de isso se tornar um motivo para a separação e conseqüente busca por uma nova esposa, resolve intervir e orientar Catarina sobre como ter um herdeiro. Catarina produz então uma bela prole: 10 filhos em 12 anos.
Tornou-se Rainha da França quando seu marido ascendeu ao trono em 31 de março de 1547, até enviuvar em 1559. Será de novo rainha entre 1574 e 1589; Regente da França em 1552 (na curta campanha de Henrique II na Lorena) e de 1560 a 1574. Após a morte do marido, Catarina tornou-se regente de dois filhos, primeiro Francisco II e depois Carlos IX, e Rainha-Mãe de Henrique III.
Uma das personagens mais influentes das guerras da religião francesas, foi uma das responsáveis pelo “Massacre” da noite de São Bartolomeu, ocorrido durante as comemorações do casamento de sua filha Margarida de Valois, futura Rainha Margot, com o protestante Henrique de Navarra, futuro Henrique IV.
Francisco II morreu em 5 de Dezembro de 1560. Catarina prosseguiu com a mesma política, oscilando entre católicos e protestantes de maneira a estabelecer o domínio da dinastia. Manobrava sempre entre a Rainha inglesa protestante, Elizabeth I, e o rei espanhol, o genro, Filipe II. Como Carlos IX tinha apenas dez anos ao herdar o trono, Catarina governou praticamente sozinha.
Carlos IX morreu em 30 de maio de 1574 e sua influência decresceu no reinado de seu outro filho, o duque de Anjou, que ela fizera rei da Polônia e que subiu ao trono francês como Henrique III. Catarina gostava bastante desse filho, mas tinha sobre ele pouca influência. As concessões feitas aos protestantes no Tratado que ficou conhecido como Paz de Monsieur, em 5 de maio de 1576, provocaram a formação da Santa Liga para defender os interesses católicos.
Morreu deixando o filho em situação crítica. Mal sabia que em 1° de agosto de 1589 a adaga de Jacques Clement cortaria a vida de Henrique III. Deixou fama de ditatorial, pouco ou nada escrupulosa, calculadora, ardilosa. Só via, porém, os interesses de sua família e seus métodos nisso eram absolutamente egoístas.
A seu favor, diga-se que enriqueceu a Bibliotheque Royale, fez Philibert Delorme construir o palácio das Tulherias ou Tuileries, em Paris, e Pierre Lescot construir o Hotel de Soissons. Foi uma mulher do Renascimento, discípula de Maquiavel, e é às vezes descrita como "uma mãe coroada".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_de_M%C3%A9dici