
(1706-1790)
Benjamin Franklin foi um jornalista, editor, autor, maçom, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata e inventor estadunidense, e também um dos líderes da Revolução Americana. Muito conhecido pelas suas muitas citações e pelas experiências com a eletricidade.
Homem religioso, calvinista, é ao mesmo tempo uma figura representativa do Iluminismo. Ele trocava correspondência com membros da sociedade lunar e foi eleito membro de Royal Society. Em 1771, Franklin tornou-se o primeiro Postmaster General (ministro dos correios) dos Estados Unidos da América.
Nasceu em Milk Street, Boston. Seu pai era comerciante de velas de cera e casou duas vezes. Benjamin foi o 15º filho de vinte crianças nascidas dos dois casamentos. Deixou os estudos aos dez anos de idade e aos doze começou a trabalhar como aprendiz do seu irmão, James, um impressor que publicava um jornal chamado "New England Courant".
Tornou-se colaborador daquela publicação e foi por algum tempo seu editor, escrevendo secretamente as cartas do “Silêncio Faz Bem”, disfarçado de uma viúva de meia idade. Quando os irmãos tiveram uma discussão Benjamin fugiu, indo primeiro para Nova Iorque e depois para a Filadélfia, aonde chegou em Outubro de 1723.
Em breve encontrou trabalho como impressor, mas após alguns meses, foi convencido pelo governador Keith a ir para Londres, onde, desiludido das promessas feitas pelo próprio Keith, voltou a trabalhar como compositor tipográfico numa impressora, até que um empresário chamado Thomas Denham o fizesse regressar à Filadélfia, dando-lhe uma posição na sua empresa.
Em 1732 começou a publicar o famoso “Almanaque do Pobre Ricardo” (Poor Richard's Almanac), no qual se baseia uma boa parte da sua reputação nos EUA. Provérbios deste almanaque tais como "um tostão poupado é um tostão ganhado", são hoje muito conhecidos em todo o mundo.
Franklin e alguns amigos maçons juntaram os seus recursos e, em 1731, iniciaram a primeira biblioteca pública da Filadélfia. Fundaram para esse fim uma empresa, que encomendou os seus primeiros livros em 1732, na sua maioria de teologia e educacionais. Em 1741 a biblioteca passou a incluir obras de história, de geografia, de poesia e de ciência. Os sucessos desta empreitada encorajaram a abertura de bibliotecas em outras cidades
Em 1758, o ano em que ele deixou de escrever para o almanaque, imprimiu O Sermão do Pai Abraão, hoje considerado como o texto mais famoso da literatura produzida na América dos tempos coloniais.
Franklin se mostrava preocupado cada vez mais com os assuntos públicos tendo mais tarde fundado a Universidade de Nova York. Fundou também a sociedade filosófica americana com o fim de fomentar a comunicação das descobertas entre os homens de ciência. Ele já tinha começado a pesquisa da estática, que o iria ocupar, juntamente com outros temas científicos, até ao fim da sua vida (ao lado da política e negócios).
Em 1748 vendeu o seu estabelecimento de forma a poder ter mais tempo livre para os estudos, agora que tinha adquirido uma riqueza notável. Num espaço de poucos anos ele fez descobertas sobre a eletricidade que lhe trouxeram reputação internacional. Franklin identificou as cargas positivas e negativas e demonstrou que os raios são um fenômeno de natureza elétrica.
Tornou esta teoria inesquecível através da perigosa experiência - ocorrida em 1752 - de soltar uma pipa durante uma trovoada, demonstrando a eletricidade do trovão. As invenções de Franklin incluíram o pára-raios, o aquecedor de Franklin - franklin stove (um aquecedor a lenha que se tornou muito popular) e as lentes bifocais.
Franklin estabeleceu duas áreas de estudo importantes das ciências naturais: eletricidade e meteorologia. Na sua obra clássica “A História das Teorias da Eletricidade e do Éter”, Sir Edmund Whittaker refere-se à conclusão de Franklin de que quando se esfrega uma substância não se cria nenhuma carga elétrica, mas esta é apenas transferida, de modo que "a quantidade total em qualquer sistema isolado é invariável". Esta asserção é conhecida como o "princípio da conservação da carga".
Como tipógrafo e editor de jornais, Franklin freqüentava os mercados dos agricultores para angariar notícias. Um dia Franklin notou que a tormenta que ocorrera num lugar distante da Pensilvânia deveria ser a mesma tormenta que visitou a Filadélfia em dias recentes. Foi o impulso que o levou à noção de que algumas tormentas se deslocam, o que levou aos mapas sinópticos da meteorologia dinâmica, substituindo a dependência única pelos gráficos da climatologia.
Em 1751, Franklin e o Dr. Thomas Bond obtiveram alvará da Pensilvânia para fundar um hospital o primeiro nos Estados Unidos.
O seu mais notável serviço à política doméstica consistiu na reforma do sistema postal. Mas ganhou fama especialmente como estadista, com os seus serviços diplomáticos e na ligação com a Grã-Bretanha e mais tarde com a Rússia. Também esteve envolvido na criação do primeiro corpo de bombeiros voluntários dos EUA, a primeira biblioteca pública gratuita e muitos outros empreendimentos cívicos.
Na sua chegada à Filadélfia, ele foi eleito com membro do congresso continental e assistiu a redação da Declaração da Independência Americana.
Em Dezembro de 1776 foi enviado à França como emissário dos Estados Unidos. Residiu no bairro parisiense de Passy em uma casa doada por Jacques-Donatien Le Ray de Chaumont.
Permaneceu na França até 1785, tendo sido muito estimado na sociedade parisiense, onde lhe pediam conselhos.
Conduziu os assuntos de estado do seu país com tal sucesso, incluindo uma aliança militar importante e negociando o tratado de Paris em 1783, que, quando regressou definitivamente aos EUA, recebeu lugar de honra no quadro da independência americana, apenas superado pelo próprio George Washington.
Após o seu retorno de França tornou-se abolicionista da escravatura, tendo-se tornado presidente da Sociedade promotora da abolição da escravatura e da libertação dos negros ilegalmente retidos em cativeiro.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Franklin