Barão de Coubertin

 

 

(1863 – 1937)

 

Educador francês nascido em Paris, Pierre de Coubertin foi o principal idealizador e um dos fundadores dos Jogos Olímpicos modernos.

Descendente de uma família nobre, cujos antepassados receberam o título de nobreza (1471) durante o reinado de Luís XI.

Quase um século depois um de seus ascendentes adquiriu o Senhorio de Coubertin, perto de Paris (1567), que se tornou o nome de nobreza da família. Formado na Universidade de Ciências Políticas, optou pelo ideal pedagógico em vez da carreira militar e dedicou-se à reforma do sistema educacional francês.

Mesmo sem ser um atleta, apresentou na Universidade Sorbonne, em Paris, um estudo sobre os exercícios físicos no mundo moderno (1892) e mostrou o projeto de recriar os Jogos Olímpicos. Apesar da pouca repercussão, não desistiu e, dois anos depois, numa convenção internacional realizada na própria Universidade de Sorbonne, conseguiu (1894) a promessa dos gregos de abrigar os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Naquele mesmo ano foi criado o Comitê Olímpico Internacional, o famoso COI, com o objetivo de organizar a cada quatro anos uma nova edição dos Jogos, promovendo, assim, a união entre os países.

Certo de que a Grécia havia atingido o domínio da Idade Antiga por causa do culto ao corpo e ao esporte, o barão passou a pregar a realização dos novos jogos, passando pelos Estados Unidos, Inglaterra e Prússia tentando fortalecer a difícil idéia.

Assim, os Jogos Olímpicos renasceram, após quase 16 séculos desde a proibição de sua realização (393) pelo imperador bizantino Teodósio I, cuja primeira edição foi marcada para a cidade de Atenas (1896).

Sem financiamentos oficiais, a organização da competição, a preparação da cidade, a construção do estádio e de um hipódromo para a disputa, tornou-se possível graças a uma generosa contribuição do bilionário arquiteto egípcio Georgios Averoff.

Com o Barão de Coubertin como presidente do COI e com a colaboração do grego Demetrius Vikelas, no dia 6 de janeiro de 1896 finalmente a chama olímpica pôde brilhar novamente, e recomeçavam os Jogos Olímpicos, com a presença de 311 atletas não profissionais nas disputas, representando 13 países.

Esse histórico desportista gastou praticamente toda sua fortuna para colocar em prática o sonho da Olimpíada.

Deixou a presidência do COI em 1925 e morreu aos 74 anos, pobre e isolado, em Genebra, na Suíça.

Posteriormente, como forma de reconhecimento, seu coração foi transportado para Olímpia, onde repousa até hoje em um mausoléu.

Curiosamente, seu lema “O importante não é vencer, mas competir” não é de sua autoria e teria sido criado pelo bispo de Londres em um ato religioso (1908).

 

http://www.netsaber.com.br/biografias/list_bios_l_P.html

 

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