
(Rei da Bélgica de 1951 a 1993)
(07-09-1930 - 31-07-1993)
Balduíno era o filho mais velho do rei Leopoldo III da Bélgica e de sua primeira esposa, a princesa Astrid da Suécia, falecida em um acidente de automóvel. O jovem príncipe recebeu poderes reais a partir de 1° de agosto de 1950 e, no ano seguinte, ascendeu ao trono com a abdicação de seu pai, que foi um monarca impopular.
Balduíno I era membro da dinastia Saxe-Coburgo-Gotha.
Depois da abdicação compulsiva do seu pai, Leopoldo III (rei a partir de 1934), com quem esteve no exílio na Suíça, Balduíno foi nomeado regente em 1950, sendo coroado um ano mais tarde.
Balduíno conquistou o respeito dos seus súditos por sua postura imparcial e por sua atuação, em última instância, no conflito lingüístico-cultural entre valões e flamengos. Foi o monarca europeu que mais tempo reinou.
Durante seu reinado, ocorreu a independência do Congo em 1960, pondo fim à condição da Bélgica como potência colonial.
Ainda no mesmo ano, em Bruxelas, Balduíno I casou-se, com a nobre espanhola Fabiola de Mora y Aragón (1928-), filha de dom Gonzalo, marquês de Casa Riera e II Conde de Mora. O casal não teve filhos, pois Fabíola, nas cinco vezes em que ficou grávida, sofreu abortos espontâneos.
Devido às suas convicções católicas, Balduíno I renunciou, entre 4 e 5 de março de 1990, às suas funções como chefe de Estado, ao recusar assinar a lei de despenalização do aborto no país. No final julho de 1993, durante uma viagem à Villa de Motril, na Espanha, o rei sofreu um ataque cardíaco que lhe tirou a vida. Seu corpo foi enterrado na cripta real da Igreja de Nossa Senhora em Bruxelas.
Balduíno I foi sucedido como rei por seu irmão, Alberto II, antes chamado de príncipe de Liège.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Baldu%C3%ADno_I_da_B%C3%A9lgica