A Babilônia

 

(3800 a.C)

 

Babilônia se refere à capital da antiga Suméria e Acádia, na Mesopotâmia. No moderno Iraque, localiza-se a aproximadamente 80 km ao sul de Bagdá. O nome Babil (ou Babilu em babilônico) significa "Porta de Deus", mas os judeus afirmam que vem do hebraico antigo - Babel, - que significa "confusão". Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra.

A Babilônia foi provavelmente fundada por volta de 3800 a.C.

Teve um papel significativo na história da Mesopotâmia. O povo babilônico foi muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos de arquitetura, agricultura, astronomia e direito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, tarefas nas quais utilizou a escrita cuneiforme. Descobriu-se assim que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.

Os arameus, assírios e os caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O rei assírio Assurbanipal venceu a luta em 648 a.C., e foi sucedido por Nabucodonosor II.

Assurbanipal foi o rei que mandou criar a biblioteca de tábuas de barro, escritas em caracteres cuneiformes, que, tendo muitas delas sido preservadas até os dias atuais, permitiu aos arqueólogos descobrirem muitos aspectos da vida política, militar e intelectual desta grande civilização. Com esta descoberta, os textos bíblicos puderam ser separados entre o que era fato e o que era mitológico ou simplesmente propaganda ideológica falsa.

Esta descoberta deve-se ao arqueólogo Austen Henry Layard. A "Biblioteca Real" de Assurbanipal consiste de milhares de tabuinhas de barro e fragmentos contendo textos de vários tipos (inscrições reais, crônicas, mitologia, religião, contratos, cartas reais, decretos, documentos administrativos, entre outros) datando do sétimo século a.C. Este tesouro arqueológico foi encontrado em Kuyunjik (onde ficava Nínive, capital da Assíria).

Os textos mencionados encontram-se agora em grande parte no Museu Britânico, em Londres.

Liderados por Nabucodonosor II (que também construiu os Jardins Suspensos, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo), os babilônios destruíram Jerusalém em 586 a.C., levando os judeus ao exílio babilônico.

Foi quando ocorreram os famosos episódios bíblicos envolvendo o judeu Daniel, que foi jogado com seus amigos na cova dos leões – tendo saído ileso - e adivinhou e interpretou vários sonhos de Nabucodonosor.

O rei persa Ciro, o Grande, derrotou os babilônicos em 539 a.C., anexando a cidade e libertando os judeus de seu exílio.

Após a conquista da Pérsia por Alexandre Magno, este imperador fez da Babilônia sua capital, sendo depois capital dos Selêucidas, mas a cidade foi completamente destruída pelos partos anos mais tarde. Sobre suas ruínas foi construída a cidade de Ctensifon, capital da Pérsia Sassânida.

Na cultura hebraica a Babilônia se tornou um inimigo arquétipo do "povo de Deus". Várias referências à Babilônia registram-se na Bíblia. A cidade da Babilônia é tida, biblicamente, como símbolo de soberba e idolatria no Novo Testamento.

A partir do século XVII a.C, a Babilônia foi dominada por outros povos e de 722 a 626 a.C. esteve sob o controle da Assíria, tendo sido quase totalmente destruída. Atingiu seu período de apogeu e prestígio depois de ter colaborado para a derrota dos assírios.

Nabucodonosor II, cujo reinado se estendeu de 605 a 562 a.C, reconstruiu a capital como uma das maiores cidades da Antiguidade e foi, provavelmente, o responsável pelos famosos “jardins suspensos”, dispostos de forma engenhosa em terraços elevados, irrigados por canais procedentes do rio Eufrates. A melhor visão do esplendor da arquitetura babilônica pode ser obtida através da Porta de Ishtar (575 a.C.) uma luxuosa estrutura de tijolos esmaltados reconstruída no Museu Staatliche, na antiga Berlim Oriental. Era a mais grandiosa das 8 portas que serviam de entrada para a Babilônia.

Como já ficou registrado, os “Jardins Suspensos” foram uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. É talvez uma das “maravilhas” relatadas sobre que menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico já foram encontrados, além de um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, construídos pelo rei para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera na Média, um reino vizinho, e vivia com saudades dos campos e florestas de sua terra. Chegava-se a eles por uma escada de mármore.

Também chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI a.C., no sul do Iraque, na Babilônia. Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo. Não se sabe quando foram destruídos. Suspeita-se que sua destruição tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio de Nabucodonosor, pois há boatos de que os jardins foram construídos sobre seu palácio.

 

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