
Naqueles dias, nunca mais dirão: Os pais comeram uvas verdes, mas foram os dentes dos filhos que se embotaram. Ao contrário, cada um morrerá pela sua iniqüidade, e de todo homem que comer uvas verdes os dentes se embotarão.
Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá (Jeremias 31:29-31).
Por que a Palavra sempre conclui pela "morte pela iniqüidade" e nunca por algo que tenhamos feito de bem?
Não sei até que ponto você se sentiria atingido por essa afirmação, mas é muito comum colocarmos a culpa daquilo que acontece em nossa vida nas pessoas que nos cercam – sejam amigos, vizinhos e, principalmente, pais.
Estou falando das inúmeras situações em que nos vemos diante de um dilema, em que temos que prestar contas daquilo que estamos fazendo.
Lembro-me até de que esse tipo de situação ocorre desde os primórdios, ou seja, desde Adão e Eva.
Quando Deus interrogou o célebre casal sobre o fato de terem comido do fruto da árvore proibida, veja o que responderam:
"Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isso? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi" (Gênesis 3:12-13).
Diante disso, nós todos culpamos os nossos primeiros pais por tudo de errado que ocorre no mundo.
A passagem em destaque nesta página – Jeremias 31:9-31 – é uma profecia, em que o servo do Senhor concita o povo a assumir as suas culpas, os seus pecados, sem tentar transferi-los para outras pessoas.
Isso é muito comum, assim como é comum, ao serem inquiridas por algo que foi feito - ou omitido, as pessoas cinicamente responderem: "Não, não fiz, não vi". Em outras palavras, você vê que algo mudou no cenário onde você vive, mas nunca aparece o culpado.
Os indivíduos podem negar, se quiserem. Entretanto, no final dos tempos, não terão coragem de enfrentar a soberania divina e a presença de Cristo, diante da seguinte situação:
Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te?
Respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes.
Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos?
Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim (Mateus 25:34-45).
Pense bem, meu amigo. A sinceridade é uma virtude importantíssima, e deve ser praticada mesmo com dano nosso.
E mais:
Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores (Salmo I, versículo 1°).
Ainda para meditação, leia o versículo abaixo, também de Paulo aos Romanos:
Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova (Romanos 14:22).