Anna Bolena

 

(1501/1507 – 19/05/1536)

 

Anna Bolena foi marquesa de Pembroke e a segunda mulher de Henrique VIII de Inglaterra e mãe da rainha Isabel I de Inglaterra. O seu casamento com Henrique VIII foi polêmico do ponto de vista político e religioso e resultou na criação da Igreja AnglicAnna. A ascensão e queda de Anna Bolena, considerada a mais controversa rainha consorte de Inglaterra, inspiraram inúmeras biografias e obras ficcionais.

Anna era filha de Tomás Bolena, Conde de Wiltshire e de Isabel Howard, filha do Duque de Norfolk. Foi educada nos Países Baixos, na corte de Margarida, Arquiduquesa da Áustria. Por volta de 1514, viajou para a corte francesa onde se tornou uma das aias da rainha Cláudia de Valois (mulher de Francisco I), e onde aprendeu a falar francês e se familiarizou com a cultura e etiqueta deste país. Esta experiência haveria de se mostrar decisiva na formação da sua personalidade.

Em Janeiro de 1522 regressou à Inglaterra por ordens do pai e entrou ao serviço de Catarina de Aragão, a consorte do rei Henrique VIII de quem a sua irmã, Maria Bolena, era então a amante "oficial". Neste período, Anna desenvolveu uma relação com Henry Percy, o filho do Conde de Northumberland, e os dois chegaram a estar secretamente noivos. O casamento foi impedido pelo pai de Percy por razões incertas e Anna foi afastada da corte. Em meados de 1525, estava de regresso e no ano seguinte, substituiu a sua irmã mais nova nas atenções do rei. A princípio, Anna seduziu-o, estimulou todos os avanços de Henrique VIII, mas não aceitava ser sua amante, queria o trono da Inglaterra. O fato de Maria Bolena ter dado ao Rei uma filha e um filho despertou nele a intenção de casar-se novamente para produzir um herdeiro legítimo, já que Catarina de Aragão não parecia ser capaz de dar um herdeiro varão para a casa de Tudor.

O poder de Anna aumentou de forma excepcional. Tornou-se influente na diplomacia inglesa ao estabelecer uma relação de amizade com Monsieur de la Pommeraye, embaixador francês. Em 1532 Henrique VIII tornou-a Marquesa de Pembroke, fazendo-a a primeira mulher a receber um título nobiliárquico de pleno direito. A sua família foi também beneficiada: o pai recebeu o Condado de Ormonde e o irmão, Jorge Bolena, tornou-se Visconde de Rochford. Anna não era no entanto uma personagem popular. Em 1531 os apoiantes da rainha Catarina organizaram contra ela uma manifestação que reuniu oito mil mulheres nas ruas de Londres.

Finalmente, em 1532, em Calais, Henrique VIII e Anna Bolena tornaram-se amantes. A 25 de Janeiro de 1533, antes do anúncio oficial da dissolução unilateral do casamento com Catarina de Aragão, Henrique casou-se secretamente com Anna. Esta pressa pode ter estado relacionada com uma gravidez de Anna e a necessidade de Henrique VIII em não deixar sombra de dúvidas quanto à legitimidade de um herdeiro. Em 23 de Maio de 1533 Cranmer, presente num tribunal especial convocado pelo Priorado de Dunstable para se pronunciar sobre a validade do casamento do rei com Catarina de Aragão, declarou esse casamento nulo e sem efeito. Cinco dias depois, em 28 de Maio de 1533, o Bispo Cranmer declarou o casamento de Henrique e Anna como válido. Catarina perdeu o seu título e, consequëntemente, a 1° de junho, Anna foi coroada Rainha de Inglaterra numa cerimónia magnífica. Em resposta, o povo londrino mostrou o seu desagrado. Henrique VIII foi excomungado pelo Papa Clemente VII por esta afronta ao direito canónico. Em 7 de Setembro de 1533, Anna deu à luz uma menina, a futura Isabel I da Inglaterra.

A gota d'água terá sido a subida de JoAnna Seymour, aia de Anna Bolena, à posição de amante.

Após cerca de mil dias como rainha consorte da Inglaterra, Anna foi presa na Torre de Londres e condenada por adultério, incesto e alta traição.

O casamento com Henrique VIII foi anulado dois dias depois, por razões desconhecidas, uma vez que os registros foram destruídos.

Quando informada da sua iminente execução, Anna exigiu um carrasco francês para sua execução.

A história trágica de Anna Bolena tem inspirado muitas obras biográficas e de ficção.

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Bolena

 

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