
Domingo passado voltei da igreja de alma lavada: mais uma vez ouvi de Jesus.
Aquela mensagem de sempre, suave, quase perfumada, naquele tom em que o próprio Jesus se dirigiria aos seus ouvintes.
Sabe qual era o assunto? – O amor de Jesus.
O amor de Jesus, sempre. O amor sempre.
O que faríamos se abríssemos mão desse recurso para resolver os nossos problemas, as nossas pendências? Nada, certamente.
Pode-se admitir até, em razão de nossa natureza humana, que, diante de um problema, pensemos em revide, em provocação, em agressão, mas é certo que, se realmente temos o amor de Jesus, acabaremos retrocedendo e dando lugar a um clima de entendimento, como ensina Paulo, em sua carta aos Romanos, no capítulo 12, versículo 18: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens”. A paz que é fruto do amor.
A Bíblia, que é a Palavra de Deus, nos afirma que “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5).
O mesmo salmo afirma que o Senhor tira de sobre nós a vestimenta de amargura.
Sabe por quê? Porque tudo que está calcado nos ensinamentos bíblicos tem como objetivo conduzir à alegria e ao regozijo.
“Porque” – diz o apóstolo Paulo em Colossenses 3:17 – “quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. O que implica fazer sem murmurações e sem contendas.
Junto a Jesus não há lugar para racismo ou preconceito. Ele próprio, abrindo mão de sua natureza divina, conviveu com pecadores, prostitutas, pobres e necessitados. Dormia em qualquer lugar e comia aquilo que lhe ofereciam. A opção do Mestre foi pelos pobres e desvalidos.
Apenas, o que ele sempre preservou e pede que preservemos, é a santidade.
- Sede vós, pois – diz Jesus em Mateus, no capítulo 5, versículo 48, - perfeitos como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus.
E manda também que o homem se conserve afastado do pecado do mundo – o que corresponde à entrega do coração a Ele.
E para obedecermos a essa palavra dEle não é necessário ficar longe da televisão, ou terem as mulheres cabelos e saias compridos, mas assumir atitude de plena entrega do coração a Ele.
E quero revelar uma coisa: não precisa fugir da ‘aparência do mal’, pois sem dúvida você não conseguiria – sempre haverá algum momento em que você tenha necessidade de tomar um café ou comer um lanche num bar que também vende bebidas, ou comprar algo ‘suspeito’. Mas fuja, isto sim, do mal em si, dele próprio, ficando longe dos pecados de verdade.
Se ‘aparência’ é aparência, o pecado, ao contrário, é real e verdadeiro e pode nos afastar mais e mais de Jesus Cristo.
E assim, alinhavada de forma correta e cadente, a palavra foi sendo ministrada e, confesso, alegrou o meu coração de maneira sem precedentes.
(SP, 14/11/2004)