
(1901-1969)
Político populista, Ademar de Barros exerceu grande influência no estado de São Paulo em meados do século XX.
Ademar Pereira de Barros nasceu em Piracicaba SP, em 22 de abril de 1901. Formado em medicina pela Universidade do Brasil em 1923, fez pós-graduação durante quatro anos na Universidade Popular de Berlim.
De volta ao Brasil, trabalhou no Instituto Osvaldo Cruz até 1932, quando se engajou nas fileiras da revolução constitucionalista. Com a derrota do movimento, asilou-se no Paraguai e na Argentina.
Em 1934, elegeu-se deputado pelo Partido Republicano Paulista. Mais tarde fundou o Partido Republicano Progressista, que se transformaria no Partido Social Progressista (PSP).
Interventor em São Paulo durante o Estado Novo, em 1947 elegeu-se governador, com o apoio dos comunistas. Candidatou-se em 1955 à presidência da república pelo PSP, mas foi derrotado. Elegeu-se em 1957 prefeito da capital paulista; no ano seguinte candidatou-se ao governo do Estado e em 1960 novamente à presidência, sendo derrotado nas duas ocasiões.
Foi eleito governador de São Paulo pela segunda vez em 1962, depois de haver apoiado no ano anterior o movimento em favor da investidura de João Goulart na presidência, após a renúncia de Jânio Quadros. Participou, entretanto, da conspiração que resultou no movimento militar de 31 de março de 1964, o que não impediu que fosse afastado do cargo pelo presidente Castelo Branco e tivesse os direitos políticos cassados por dez anos, sob a acusação de corrupção.
Morreu em 17 de março de 1969 em Paris, onde passara a residir. Operado em janeiro de 1969, de hérnia e litíase, tentara se curar em Lourdes na França, onde teve uma síncope. Faleceu em Paris em 12 de março de 1969, aos 68 anos, metade dos quais dedicados à vida pública.
Seu corpo foi transladado para o Brasil. Do Aeroporto de Viracopos que ele construíra, até São Paulo, pela Via Anhanguera que ele construíra, houve um grande cortejo fúnebre que chegou a 10 quilômetros de extensão. Foi enterrado no Cemitério da Consolação, na região central da capital paulista, em 16 de março, com grande presença de público, ao som do “toque de silêncio” para o veterano da Revolução de 1932.
Recebeu uma condecoração póstuma, em 1982, pelo governo de São Paulo, através do decreto nº 18.732, de 23 de abril de 1982, pelo então governador Paulo Maluf, um ademarista, quando foi admitido no grau de Grã-Cruz, no Quadro Regular da Ordem do Ipiranga. A Lei estadual nº 2.457, de 1980, também da época do Dr. Paulo Maluf, dá o nome de Dr. Ademar Pereira de Barros, ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1342.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ademar_Pereira_de_Barros