A lição de minha Mãe 

 

Era lá pelos idos de 1950, eu praticamente adolescia. Recém-admitido a trabalhar em um banco em Marília, cidade que nos acolheu – a mim e a toda minha família - como se fosse a nossa própria cidade, já que somos mineiros, logo depois tive um grave problema de saúde.

Caí de cama, não tinha forças para me levantar, a febre era alta. E assim se passaram vários dias.

Quem estava constantemente ao meu lado, correndo a mão sobre meus cabelos e tentando me acalmar, era minha mãe.

Os dias se passavam e, naquele tempo (imagine!...), o médico que cuidava de mim não tinha atinado com o diagnóstico correto do mal que me afligia.

Mas o que ficou gravado em minha memória foi a figura dela, que estava presente, como um anjo amigo e consolador.

— Lembre-se, meu filho – dizia ela – da segurança que Davi tinha em Deus, ao dizer no Salmo 121: ‘Elevo os meus olhos para o monte. De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra”.

Daí a uns dois ou três dias, veio o diagnóstico: ‘Você está com peribronquite’, ou seja, um mal que acomete os pulmões e exige repouso e antibiótico (naquele tempo, de três em três horas, dia e noite, via intramuscular).

Bem, o problema da saúde foi resolvido e em poucos dias voltei a trabalhar. Restou a participação de minha mãe no episódio, que foi todo o meu consolo:

“Chore, pode chorar, meu filho, mas não se esqueça de que Deus está olhando para você como se você fosse o único ser do universo. E, assim, a benção é só sua”.

Acreditei – e continuo acreditando – nesse conselho.

 

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